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O sucesso do romance erótico “Cinquenta Tons de Cinza”, da autora E L James, pode ser explicado pela mistura dos elementos paixão, sentimentos e fantasia erótica. Lançado nos Estados Unidos em Fevereiro, o filme de mesmo título é uma adaptação do livro que retrata o envolvimento entre o bilionário Grey (Jamie Dornan) e Anastasia (Dakota Johnson), uma mulher recatada que desperta seu instinto sexual após o tórrido relacionamento.

As situações de entrega ao prazer vividas pela personagem Anastasia levam muitas mulheres a refletirem sobre suas próprias vidas sexuais e até a fantasiarem.

É certo que grande parte das pessoas poderia não sentir prazer com a prática do BDSM – Bondage, Dominação/Submissão e Sadomasoquismo. Apesar de a dor estar manifesta nessa opção, as relações de poder é o que dão o verdadeiro significado à sigla.

Para se obter prazer através da dominação, da submissão e da dor de uma forma consensual, é necessário estabelecer relações de confiança e respeito mútuo para que a obediência aos limites seja aceita por ambos os parceiros.

Ocorre que no BDSM, o corpo – e não apenas os órgãos genitais – é utilizado e erotizado em sua totalidade, por isso recorre-se ao uso de vários recursos que visam à máxima excitação erótica. Na ficção, a história ocorre com dois adultos que estão em comum acordo com os rituais e praticam os atos de forma consensual. A relação é permeada pela concretização das fantasias de ambos os parceiros.

O relacionamento transcorre com ajustes no contrato, no qual o controlador se submete aos limites estipulados pela outra parte. O fato de os personagens conseguirem se ajustar um ao outro abre espaço para que uma história de amor seja vivida.

Cinquenta-tons-de-cinza-sexalidade-blog-claudia-graichen
O lançamento do filme “Cinquenta Tons de Cinza” gerou um debate entre feministas e defensores da prática consensual do BDSM. As feministas alegam que o filme estimula a violência contra as mulheres. O grupo contrário defende que o BDSM é uma forma legítima e libertadora de se praticar a sexualidade, independente do gênero. Para esses, a sexualidade pode funcionar como maneira de empoderamento para as mulheres sobre seus corpos e desejos.
Mais importante que concordar ou discordar com as visões, no contexto da sexualidade, o conceito da diversidade também deve ser lembrado e respeitado. Todos têm permissão para exercer a sexualidade da forma que seja mais prazerosa e respeitosa.

Fontes:

O Globo

Cinquenta Tons de Cinza

G1

Carta Capital

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