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O poliamor é uma forma de se relacionar, que se distingue dos relacionamentos mais comuns que são formados por um casal. No poliamor não importa a quantidade de pessoas na relação o que importa é que todos se amem e respeitem de forma igual. Esse termo foi visto pela primeira vez na década de oitenta nos Estados Unidos, a palavra é a junção do termo grego poli que significa muito e o termo em latim amor.  Ao contrário da monogamia, o poliamor acredita que as pessoas são mais felizes quando não precisam controlar seu amor e por quem se apaixonar, e para eles é natural que as pessoas amem e sejam amadas por mais de uma pessoa.

Existem alguns tipos de envolvimentos não monogâmicas, como a relação aberta onde um casal pode se conectar com outras pessoas, mas de forma sexual e nunca emocional, e a relação livre onde o casal é realmente livre para se ligar sexualmente e afetivamente com outras pessoas como indivíduos. A grande diferença no poliamor é que todas as pessoas envolvidas no relacionamento se ligam sexualmente e afetivamente de uma forma igual entre todos.

Para as pessoas que praticam o poliamor, a monogamia é incompleta, pois acreditam que uma só pessoa não pode fornecer tudo que a outra precisa em um relacionamento. O poliamor exalta que apenas com o amor compartilhado a pessoa se sentirá completa e não terá a necessidade da busca constante pelo príncipe encantado. Assim acreditando que os parceiros serão mais honestos por não sentir a vontade de trair ou mentir.

Os praticantes do poliamor se embasam em alguns princípios e pesquisas, uma delas aponta que 60% dos homens e 47% das mulheres na sociedade atual brasileira já traíram seus parceiros, e isso no poliamor, segundo os praticantes, não aconteceria já que todos são livres para amar quem quiserem. Outro ponto que debatem é a questão animal, onde 90% dos animais não são monogâmicos, apenas os homens e poucas outras espécies, e se embasando nisso acreditam que o homem não foi programado para ser adepto a monogamia.

No último congresso de sexualidade humana realizado em outubro de 2015, o palestrante Antonio Cerdeira Pilão, separou os três maiores desafios do poliamor.

A compersão:  A monogamia está presente dentro da estrutura emocional do sujeito, afastar o ciúme e o sentimento de posse é muito difícil, as pessoas não conseguem se ver livres completamente do ciúme. O desafio é transformar o ciúme em compersão, isto é: tirar a lógica da competição e converter este sentimento em querer ver bem a outra pessoa. “Se chegar mais alguém é bom, se eles estão felizes eu também estou”. Compersão é o sentimento de alegria ou de felicidade de uma pessoa ao ver seu parceiro amoroso feliz com outra pessoa

O preconceito: Na sociedade atual o preconceito é muito grande em todas as esferas, mas principalmente a temas relacionados a sexualidade. Existem muitas barreiras sociais a serem vencidas por pessoas que se encontram em um relacionamento diferente do estabelecido. Como não é algo debatido e difundido o poliamor é visto por muitos como algo primeiramente sem amor. Na maioria das vezes o homem é visto como traído e a mulher como promíscua, sendo que a mulher infelizmente ainda sofre um preconceito maior.

 Encontrar parceiros: Vivemos em uma sociedade predominantemente monogâmica. É um grande desafio encontrar parcerias fora deste perfil monogâmico

O site UOl fez uma página especial apenas falando sobre as diferentes formas de amar e principalmente o Poliamor, explicando como funciona, como surgiu e casos reais no Brasil. Para quem quer saber mais sobre o tema vale a pena acessar o site: http://tab.uol.com.br/poliamor/

Existe também um programa chamado “Amores Livres”, passa no canal GNT, e explica um pouco de todos os tipos de amores e relações que existem. E em diversos episódios fala-se também  sobre o poliamor. Separamos dois teasers de alguns desses episódios.

http://gnt.globo.com/series/amores-livres/videos/4455012.htm

http://gnt.globo.com/series/amores-livres/videos/4419010.htm

 

 

 

Referências:

Programa Amores Livres- GNT

Artigo “Construindo diferenças e hierarquias” Antônio Cerdeira Pilão

Documentário “Poliamor” – diretor José Agripino

Uol- Poliamor

 

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