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O impulso sexual excessivo ou vício em sexo como é conhecido popularmente é uma doença enquadrada na categoria transtornos de hábitos e impulsos. Foi catalogada na 10ª edição da Classificação Internacional de Doenças (CID-10), lançada em 1993 e em 1996 no Brasil.

A compulsão comportamental leva o paciente a repetir insistentemente um comportamento para sentir alívio. O indivíduo acometido por uma compulsão é incapaz de ter controle sobre suas ações e, com o passar do tempo, tende a repetir mais intensamente ou com maior frequência o impulso para ter a mesma sensação de alívio. Nesse ponto normalmente surgem as perversões sexuais.

A dependência sexual não tem a ver com a intensidade da atividade sexual ou com a alta frequência e sim com as consequências que a atividade sexual acarreta à vida pessoal.

No caso dos viciados em sexo ou dependentes sexuais, a interrupção abrupta do vício comportamental leva-os a apresentar um quadro clínico de abstinência, semelhante ao que ocorre com os dependentes químicos. Os pacientes passam a apresentar sintomas como ansiedade, insônia e irritabilidade.

O Comportamento Sexual Compulsivo pode estar associado a outras doenças psiquiátricas como os Transtornos Ansiosos, Transtornos de Personalidade e outros Transtornos do Controle de Impulso, bem como ao abuso de substâncias psicoativas.

O desenvolvimento de uma compulsão se dá à medida que a ação serve para distrair a ansiedade que a pessoa tem em lidar com conflitos que lhe são insuportáveis. Nesse caso, o indivíduo, em nível inconscientemente, desvia a forma de lidar com o problema para uma outra atividade.

O vício em sexo, mas também outros tipos de comportamentos compulsivos, são alvos de discriminação. Quantos aos aspectos etiológicos e clínicos dos transtornos sexuais resultam da combinação de fatores psicossociais, culturais e orgânicos, de conflitos superficiais como ansiedade acerca da própria sexualidade e de conflitos profundos como questões pré-edipianas e repressão sexual precoce.

Os portadores do impulso sexual excessivo não são necessariamente bissexuais, apesar de terem experiências homossexuais essa pode não ser a verdadeira orientação sexual. O transtorno sexual é permeado por sentimentos como baixa alto-estima, ansiedade, vergonha, fracasso na tentativa de controle, sentimentos e atos de rejeição, dificuldade de intimidade saudável, baixa confiança nos relacionamentos.

Os viciados em sexo normalmente desenvolvem padrões de comportamento que envolvem excessiva dedicação à fantasia sexual, busca quantitativa de sexo – sendo que a conquista é seguida de um imediato distanciamento afetivo, prática de sexo com estranhos, prática de sexo pago, de sexo voyeurístico, de sexo exibicionista, de sexo sem consentimento, de sexo associado a dor (sofrimento ou provocação para obter prazer) e de ato sexual com pessoas indefesas.

O tratamento impulso sexual excessivo envolve acompanhamento médico e terapêutico, passando por intervenção, tratamento inicial e terapia extensiva. Nas fases iniciais há o reconhecimento do problema e a motivação para início da recuperação; após há o esforço para corrigir os erros, a fase da tristeza e das recaídas frequentes e a etapa mais avançada: desenvolvimento de novas habilidades e de novos laços, reestruturação dos relacionamentos. Os psicofármacos ajudam a diminuir o estado de ansiedade e a compulsão.

O Dependentes de Amor e Sexo Anônimos (D.A.S.A) é um grupo de ajuda dedicado a evitar as consequências destrutivas da dependência de sexo e de amor. Saiba mais em: www.slaa.org.br

Fontes:
Codependência o transtorno e a intervenção em rede. Por Maria Aparecida Junqueira Zampieri.
Dependência, Compulsão e Impulsividade. Por Analice Gigliotti, Angela Guimarães.

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