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Sexo conjugal duradouro e feliz é uma condição possível, basta que haja dedicação do casal. A união que associa amor, sexualidade e casamento é uma invenção da era burguesa. Em torno do novo ideal, criaram-se muitas expectativas e idealizações, entre elas a ideia de casamento como lugar de felicidade no qual o amor e a sexualidade são fundamentais. Desde então, a instituição casamento, moldada pelas determinações econômicas, sociais, culturais, de classe e gênero tem assumido inúmeras formas.

Contudo, os mesmos movimentos de mudança levam os casais a reverem suas idealizações sobre o casamento, o amor e a sexualidade. Novas formas de amar e se relacionar estão sendo construídas para responder às exigências de uma sociedade na qual os valores e as regras econômicas e sociais estão sempre em mutação.

Em 2005, no 17º Congresso Mundial de Sexologia, a Associação Mundial de Saúde Sexual declarou que o prazer e a satisfação sexuais são essenciais para o bem-estar e requerem reconhecimento e promoção universais.

Sabemos que as significações sobre a sexualidade são muito pessoais e sofrem influências diversas. Então, o caminho para o sexo conjugal duradouro e feliz, inicia-se por uma busca por maior compreensão sobre relacionamento sexual e isso envolve quebra de tabus.

Diferente do que se vê em filmes, a satisfação sexual mútua não requer clímax simultâneo. O erotismo é a manifestação física dos desejos sexuais e a intimidade é o componente espiritual que envolve um senso de vínculo emocional. Quando um casal dedica tempo para aprender sobre o mundo interior um do outro compartilham a sensação de unidade e avançam no quesito intimidade.

Devido ao nível maior de testosterona, a maioria dos homens têm um impulso sexual mais acentuado que as mulheres. Muitos deles não compreendem que sexo é mais do ato sexual. É essencial trabalhar essas diferenças. O desejo masculino é capaz de se manifestar em qualquer situação.

A identidade de gênero feminina e o papel social de ser mulher são carregados de elementos que determinam como a mulher deve ser e se portar, limitando a expressão do desejo sexual para as mulheres. As mulheres são mais ligadas aos vínculos emocionais, chegando a valorizar mais as carícias de que o próprio ato sexual em si. Um comportamento comum delas é ignorar os sinais do outro por sexo e isso não é algo saudável.

Uma mulher que se sente confiante, atraente, confortável com seu corpo e sexualidade consegue assumir a responsabilidade por seu próprio prazer. A chave para desfrutar plenamente do sexo é amar a si mesmo e realmente acreditar que é merecedor de prazer.

A rotina do casal deve prever um tempo para aprimorar o sexo. É possível que o parceiro menos ativo, ensine sua definição de sexo ao outro. Nem sempre é preciso existir um clima propício para o ato sexual. Às vezes, o clima surge depois que as carícias se iniciam. Combinar erotismo e intimidade é um dos segredos do sexo conjugal feliz.

Crédito da imagem: ArtOfPhoto | Bigstock

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Buscar situações para deixar o outro excitado, especialmente, quando o ato não pode ser concretizado é uma maneira de somar pontos e de despertar o desejo para quando o coito puder acontecer.

Inúmeras atividades não ligadas diretamente ao sexo podem contribuir com a vida sexual do casal. Aninhar-se ao companheiro enquanto este assiste TV e segurar as mãos um do outro como no início do relacionamento são gestos simples que não podem ser esquecidos.

Cozinhar ou assistir a uma comédia juntos são outros bons exemplos. Programar passeios e pequenas viagens e tomar um tempo para expressar o que pode estar incomodando são atitudes que fortalecem o relacionamento. Praticar alguma atividade física com regularidade, podendo ser até uma caminhada diária juntos e conceder espaço e liberdade para que ambos possam se dedicar a seus projetos pessoais pode auxiliar indiretamente a vida sexual.

Para o psicanalista Oswaldo M. Rodrigues Jr., sexo se faz a dois. Então, ambos devem saber do que se trata e terem confirmados os direitos de querer fazer ou não.

Fontes:

Amor, casamento e sexualidade: velhas e novas configurações. Maria de Fátima Araújo. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1414-98932002000200009&script=sci_arttext&tlng=es

Segredos Das Mulheres Felizes No Casamento, Os.  Por THERESA FOY DIGERONIMO, SCOTT HALTZMAN

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