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Praticar sexo com satisfação faz parte dos quatro pilares de qualidade de vida que são: trabalho, família, lazer e sexo. Não há um consenso entre os teóricos sobre a definição da satisfação sexual. A satisfação pode ser entendida como uma maneira na qual os indivíduos alcancem prazer praticando sexo da maneira que gostam, sem prejudicar a eles mesmos, aos parceiros e a terceiros.

Carmita Abdo (Psiquiatra, Psicoterapeuta, Terapeuta Sexual, Doutora e Livre-Docente pela Universidade de São Paulo) explica que a prática do sexo atende a uma necessidade muito particular de cada pessoa. Essa necessidade pode estar ligada ao processo de identidade do indivíduo, ao prazer propriamente dito e/ou ao sentido de reprodução.

Em geral, a satisfação nas relações maritais tem sido associada à satisfação sexual e vice-versa. Contudo, vários outros aspectos podem estar relacionados a uma vida sexual satisfatória. Nesse âmbito estão as trocas de afeto, os sentimentos de cuidado e de autoafirmação e os sentimentos de adequação como parceiros sexuais. Todos esses elementos constituem para Hinde (1997) uma rede de influências bidirecionais entre a satisfação global e a qualidade do relacionamento sexual.

Características individuais (idade, gênero, estágio de desenvolvimento e traços de personalidade), aspectos relacionais (comunicação, compromisso, percepção, sexualidade) e fatores externos (situação financeira, aspectos sociais e familiares) exercem influência na satisfação dos indivíduos em uma relação íntima.

A expectativa social favorece a sexualidade masculina no diz respeito ao prazer sexual e à reprodução, mas desencoraja a vida sexual feminina. As mulheres, especialmente, as mais maduras que se relacionam com parceiros mais jovens, ainda são percebidas de forma preconceituosa.

Essas crenças favorecem a manutenção da prática de que homens, independentemente da idade, podem e devem se casar com mulheres mais jovens que eles e viver uma sexualidade livre e ativa, enquanto as mulheres devem resguardar-se e relacionar-se com parceiros mais velhos, visando, especialmente a reprodução e a manutenção da família.

A insatisfação sexual, entretanto, pode resultar de disfunções sexuais na própria pessoa ou no companheiro, ou pode existir independentemente de disfunções. É possível e até relativamente frequente encontrar mulheres que querem ter atividade sexual, ficam excitadas, têm orgasmo, e mesmo assim se sentem insatisfeitas. Observando esses casos, a CID-10 (1992) introduziu o diagnóstico de falta de prazer sexual, que possibilita a categorização dos casos clínicos em que homens e mulheres, apesar de passarem sequencialmente pelas várias fases do ciclo de resposta sexual, referem uma ausência de prazer subjetiva.

Mestons e Trepnell (2005) desenvolveram uma Escala de Satisfação Sexual para Mulheres (Self Sexual Satisfaction Scale for Women / SSS-W). Trata-se de um inventário composto por 30 itens que analisam domínios relacionais e pessoais. São questões ligadas à comunicação (discussão de questões emocionais e sexuais), compatibilidade (conformidade entre os parceiros relacionadas às crenças sexuais, preferências, desejos, atrações), contentamento, interesse na relação e interesse pessoal. Os resultados de análises demonstram a SSS-W como promissora para avaliação da satisfação sexual e no auxílio das questões da sexualidade.

Fonte: A Ciência do Desenvolvimento Humano: Tendências atuais e perspectivas futuras. Por Maria A. Dessen,Áderson L. Costa Jr.

Escala de Satisfação Sexual para Mulheres: estudo piloto com amostra clínica. Disponível em: http://psicologia.inpasex.com.br/index.php/gepips-escala-de-satisfacao-sexual-para-mulheres/

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