As parafilias são consideradas alterações do comportamento sexual caracterizadas por fantasias sexuais específicas, necessidades e práticas sexuais repetitivas. As parafilias são divididas de acordo com a atividade ou objeto da atividade.

A quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM V) considera que a parafilia não é, por si só, transtorno mental e a distingue do transtorno parafílico. De acordo com a publicação, a parafilia passa a ser transtorno mental quando causa sofrimento ou prejuízo ao indivíduo e também danos pessoais ou risco de dano a outros. Portanto, parafilia é uma condição necessária, mas não suficiente para diagnóstico de transtorno parafílico e, assim, não requer intervenção clínica automática.

De acordo com Carmita Helena Najjar Abdo, a definição diagnóstica que leva a distinção entre parafilia e transtorno parafílico considera dois critérios principais: o critério A, que especifica a natureza da excitação parafílica (com peças íntimas de mulher, por exemplo, como no fetichismo, sapatos, acessórios de couro ou borracha) e o critério B, que aponta as consequências negativas (prejuízo em outras áreas da vida, risco de dano a outro pela tentativa ou conclusão de relações sexuais com pessoas sem o seu consentimento, a provocação de sofrimento psicológico ou de dor em si próprio ou no parceiro).

Se o indivíduo preenche o critério A, mas não preenche o B, não há transtorno parafílico, mas parafilia. Portanto, essa nova concepção aceita o comportamento sexual atípico, desde que consensual, como não patológico. Isso implica que os indivíduos envolvidos não sejam incapazes de dar seu consentimento (como crianças e deficientes mentais, por exemplo).

Na Psiquiatria, o distúrbio mental com preferência anômala e pervertida serve para definir qualquer parafilia. As parafilias podem tomar a forma de transtornos de preferência sexual (única forma da pessoa atingir o orgasmo ou excitar-se) como, por exemplo: fetichismo, zoofilia, urofilia, necrofilia, coprofilia, travestismo, pedofilia, exibicionismo, voyeurismo, masoquismo ou sadismo, entre outras. A maior parte das pessoas com parifilias são homens e muitos têm mais de um tipo de parafilia.

O transtorno parafílico pode ser tratado pela combinação de psicoterapia e medicamentos, de forma que um indivíduo possa conviver com o distúrbio, podendo controlar a compulsão, reduzindo sua frequência e intensidade. Há casos em que até pode desaparecer com o passar dos anos. Segundo o especialista, o diagnóstico é positivo quando o suspeito sente mais prazer com a atividade parafílica do que com o sexo normal. A parafilia, apesar de pouco divulgada, causa danos sérios aos indivíduos, como a infelicidade e angústia.

Fontes:
ABDO, Carmita Helena Najjar. Uma nova revolução sexual. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/eins/v12n2/pt_1679-4508-eins-12-2-0011.pdf
BARNHILL, John W. Casos clínicos do DSM-5.
Conheça os tipos de parafilias e saiba quando as preferências sexuais doentias necessitam de intervenção clínica. Disponível em: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2014/01/20/noticia_saudeplena,147247/interesse-sexual-atipico-so-justifica-intervencao-clinica-quando-causa.shtml

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