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Normalmente, não se enxerga o problema da ejaculação precoce do tamanho que ele é, mas aproximadamente 30% dos homens do mundo sofrem desse problema, independente de suas idades. Por não acreditar ser uma disfunção, estes homens demoram a procurar um psicólogo ou terapeuta sexual, o que pode ser taxado como falta de informação por parte destes ou até mesmo falta de vontade de procurar ajuda médica.

Mas, existe outro fator que impede que estes homens procurem ajuda: preconceito. Muitos não aceitam o problema e veem este como um “fantasma da relação”.

O assunto da ejaculação precoce foi um dos mais tratados no 10º Congresso da Sociedade Latino-Americana de Medicina Sexual em Florianópolis. Lá, a psicóloga Carmita Abdo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, que coordenou o congresso, apresentou evidências clínicas da ejaculação precoce.

Em entrevista realizada com a psicóloga ela fala abertamente sobre o assunto, explicando que grande parte dos homens não procura ajuda médica, pois desconhecem o problema, ou por que ainda não enfrentaram o tabu de lidar com as disfunções de caráter sexual.  “Alguns ainda acham que é perigoso fazer o tratamento ou que o problema é passageiro”, afirma Carmita.

A ejaculação precoce, de uma forma geral, é a falta de controle da ejaculação, e normalmente acontece numa combinação de fatores físicos e psicológicos, que são controlados pelo sistema nervoso central. Atualmente, o tratamento é realizado com psicoterapia e medicação, o que costuma ajudar no controle e adequar o tempo de ejaculação. Assim, anti-depressivos – em menor  quantidade – são utilizados no tratamento, pois estes inibem o libido e retardam a ejaculação.

Mas, estudos recentes afirmam que a serotonina (já usada para regulagem de apetite e humor) pode ser uma importante ajuda para o problema da ejaculação precoce, já que os antidepressivos não foram criados especificamente para o problema, enquanto a serotonina está sendo estudada por pesquisadores que procuram fórmulas específicas para tratamento de ejaculação precoce.

Mesmo assim já existe uma pílula comercializada na Europa, chamada dapoxetina, em análise no Brasil, capaz de diminuir a ansiedade, principal causa da ejaculação, atuando diretamente no cérebro e estimulando a serotonina. Este, já foi autorizado pela ANVISA, mas ainda não está sendo comercializado no território brasileiro.

Fonte: Vila Mulher

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