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Na postagem anterior nós conhecemos alguns dos tratamentos para a disfunção sexual. Hoje, o tema são os demais tratamentos disponíveis para impotência.

Cirurgias venosas

As Cirurgias Vasculares do pênis foram a grande esperança, porém hoje, sabe-se que tanto a arterialização dos corpos cavernosos quanto as ligaduras venosas não produzem bons resultados. Geralmente, após 6 meses, o paciente retorna às condições que tinha antes de operar.

Segundo Joaquim de Almeida Claro, professor de urologia da Escola Paulista de Medicina, as “ligaduras venosas” e a revascularizações penianas foram consideradas, já no início dos anos 90, procedimentos experimentais, devido aos seus resultados muito pobres.

Na realidade, os resultados a médio prazo, de qualquer tipo dessas cirurgias é comparável, ou em muitas casuísticas, inferior ao placebo. Numa série de pacientes com seguimento rigoroso, submetidos à cirurgia para disfunção venoclusiva, obtive-se sucesso em apenas 38% dos casos. Da mesma forma, vários autores têm relatado sucesso inferior a 40% no tratamento da insuficiência arterial peniana. Estudiosos (Sohn e col.) demonstraram que a permeabilidade da anastomose arterial não possui nenhuma correlação com o sucesso subjetivo relatado pelo paciente, comprovando, assim, o efeito placebo da cirurgia.

Terapia intra-uretral

Trata-se de uma cápsula de medicamento que, ao ser inserida na uretra, aumenta o fluxo sanguíneo. É a mesma prostaglandina E1, utilizada para promover ereções penianas através de aplicação injetável nos corpos cavernosos, e foi formulada como um microsupositório para aplicação intra-uretral, com o nome comercial de MUSE, desde 1997.

Naturalmente a tentativa de se utilizar essa droga por via transuretral, sem a necessidade de uma injeção peniana é muito atraente, embora seja mais caro que as injeções de uso intra-cavernos. O efeito colateral mais observado foi ardor uretral e dor no pênis.

Uma pesquisa apresentada por Padma-Natan e cols. (grupo de estudo do Medicated Uretheral System for Erection ) constatou bons resultados com a utilização do alprostadil transuretral: 64,9% dos pacientes tinham relações em casa, independentemente da etiologia da impotência e da idade desses pacientes, com apenas 5,1% de discretos traumas de uretra. Porém, 32,7% dos pacientes apresentavam dor após a aplicação transurteral.

Segundo estudos mais recentes de Porst, Werthmam e Rajfer, a situação é diferente. Em suas pesquisas eles não obtiveram resultados satisfatórios, baixando para 30% os pacientes que conseguiam manter relações sexuais. De acordo com estas pesquisas, o Supositório Intra-Uretral (MUSE) é um produto que ainda depende de um maior período de observação para avaliarmos o grau de confiança que se pode depositar neste tratamento.

Ereção induzida por vácuo

É uma alternativa conservadora, com aceitação muito limitada na América Latina e que deve ser utilizada com cautela em pacientes usando anticoagulantes e com alterações da sensibilidade. O uso da bomba de vácuo consiste na obtenção, por meios mecânicos, de um estado similar ao de uma ereção. É constituída por um cilindro de plástico que, conectado a uma bomba de vácuo de sucção manual ou eletrônica, produz pressão negativa no pênis que enche os corpos cavernosos com sangue.

Uma vez alcançado o estado erétil, coloca-se um anel constritor na base do pênis que mantém o estado túrgido. A tumescência obtida estende-se desde o anel elástico até a parte distal do pênis, o que usualmente determina instabilidade na base do pênis. Uma vez estabelecida a ereção, esta é mantida por um anel de constrição que pode ser utilizado com segurança por até 30 minutos. Não é, portanto, uma ereção verdadeira, pois a pressão intracavernosa persiste baixa e as porções proximais dos corpos cavernosos não aumentam de volume.

Alguns pacientes relatam diminuição da temperatura da pele do pênis e desconforto doloroso durante a ereção vácuo-induzida. Outro efeito indesejável, também relatado com o uso do aparelho de vácuo, ocorre na fase de ejaculação, pela constrição produzida pelo anel sobre a uretra, o que pode provocar graus variados de desconforto e até de ejaculação retrógada (o líquido seminal vai para a bexiga em vez de sair pela uretra).

Prótese peniana

A colocação cirúrgica de prótese peniana tem sua indicação mais precisa nos pacientes com disfunção erétil de etiologia orgânica, fundamentalmente de origem vascular ou neurológica. Eventualmente outros pacientes podem ser beneficiados por esta alternativa terapêutica, mas em situações que a etiologia predominantemente é psíquica, os cuidados na indicação cirúrgica devem ser redobrados e de preferência obtendo opinião de psiquiatra experiente na área.

Esse procedimento já existe há mais de 50 anos e uma grande variedade de modelos de próteses penianas está disponível no mercado. Podemos classifica-las em dois tipos: maleáveis (semi-rígidas) ou infláveis. As próteses maleáveis ou semi-rígidas permitem flexibilidade, mas com rigidez permanente do pênis. Dentro deste grupo, as mais utilizadas são as próteses do tipo Jonas, construídas com silicone e no interior deste, um cabo de fios de prata, aço ou outra liga metálica, que conferem maleabilidade ao conjunto. As próteses infláveis são basicamente constituídas por dois cilindros ocos de silicone ou outro material sintético, que permitem por meio de um mecanismo hidráulico, a situação de ereção e também de flacidez do pênis, conferindo um resultado mais natural e próximo da fisiologia peniana que as próteses maleáveis.

Independentemente do tipo e modelo de prótese peniana utilizada, eventuais complicações podem ocorrer. O risco de infecção local é da ordem de 2%, podendo ser necessária a retirada da prótese. Uma vez resolvido o processo infeccioso, procede-se à recolocação cirúrgica desta, ato cirúrgico mais difícil e complexo. Outras complicações que podem ocorrer são a extrusão da prótese e o implante de próteses menores que o corpo cavernoso, levando à flacidez da extremidade distal do pênis, o que dificulta a penetração vaginal.

Fontes:

Sexualidade humana e seus transtornos | http://moreirajr.com.br

Boa saúde |  http://is.gd/jFQZzI

Sucesso Londrina | http://is.gd/eOtSCK

Medicina.Net |  http://is.gd/FmWTQE

Masculin |  http://is.gd/Lk2v5K

Revista HUPE | http://is.gd/zN638H

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