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O não falar de sexo, em casa ou na escola, leva as pessoas a considerarem que o assunto não deve ser comentado. Como consequência, ocorre o fenômeno da educação sexual informal. Lorencini Júnior (1997) explica que ao longo da vida, num processo contínuo de busca dos sentidos da sexualidade, os indivíduos sofrem a todo momento as influências diretas da ‘cultura da sexualidade’. Segundo ele, essas influências que advêm da família, dos meios de comunicação, da religião ou da escola, pressionam, exigem e moldam o indivíduo para adaptá-lo aos padrões de comportamento impostos pela sociedade.

A consequência dessa imposição implica na formação de um sistema de crenças sexuais que comumente ampara-se em quatro pilares: a idealização, o poder, os conflitos e a imitação.

Outro efeito da educação sexual informal é a dificuldade de se manter uma vida sexual saudável em todas as instâncias. A falta de diálogo, em muitos casos, leva o relacionamento sexual à morte. A comunicação é a chave que destrava a realização sexual.

A dificuldade de comunicação entre um casal impede a expressão de sentimentos e gostos na relação sexual, levando-os a sentirem-se pouco à vontade na relação sexual. O silêncio também impede identificar eventuais problemas sexuais.

É importante que qualquer conversa sobre sexo ocorra em um tom de franqueza e naturalidade, livre de preconceitos e de tabus moralistas. Normalmente, os parceiros, por questão de preconceito ou de formação, inibem-se em conversar sobre a própria vida sexual por medo de serem mal interpretados ou julgados.

Não há lugar exato para se conversar sobre sexo. Recomenda-se locais tranquilos e livres de influências externas. Se, inicialmente, o diálogo pode ser difícil, ao longo do tempo, tornar-se-á mais natural e mais próximo de cumprir o objetivo de uma vida sexual mais feliz.

O casal que se comunica bem tem maior probabilidade de experimentar o sexo com satisfação. Falar sobre sexo não significa abordar o assunto de forma grosseira ou meramente anatômica. Nesse diálogo, existem empecilhos fáceis e difíceis de serem percebidos e fáceis e difíceis de serem dirimidos.

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Maridav | Bigstock

 

Quando um casal se relaciona de maneira formal e inibida não há espaço para o conhecimento mútuo. O desconhecimento sexual de si e do outro implica em situações diversas como falta de prazer, sofrimentos causados por situações momentâneas difíceis (doenças e gravidez de risco, por exemplo), fadiga, insegurança, imagem errônea do corpo e monotonia na prática do ato sexual. Pecados do passado e do presente não contados ao companheiro afetam a estabilidade da união. Nesses casos, pode ser necessário a ajuda de um profissional.

Entrevistas formais e informais mostram que o amante ideal além de satisfazer biologicamente o parceiro também preocupa-se com as emoções do outro. Isso passa por fazer com que o parceiro sinta-se valorizado como pessoa amada.

Assim, a motivação para o ato sexual não deve ser apenas o corpo, mas o ser como um todo. O bom parceiro sexual é tido como altruísta e tem interesse que o outro usufrua do prazer sexual tanto quanto ele.

A sexualidade da mulher depende da maturidade do homem, já que necessita de uma de romantismo antes e durante o ato sexual.

Kasia Bialasiewicz | Bigstock

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Homens e mulheres tecem fantasias sexuais, mas o fazem de forma distinta. Há fantasias sexuais positivas e negativas. As negativas são aquelas que proporcionam um prazer questionável ocorrendo em situações atípicas e conduzindo a uma realização momentânea física, mas não a uma realização afetivo-emocional gratificante. As fantasias são válidas sim, na medida em que auxiliam na realização psíquico-emocional e sexual.

Não há fórmula para que um casal atinja a satisfação sexual plena. Até porque o conceito de satisfação sexual não é consensual inclusive entre os mais estudiosos do assunto. O que tem funcionado nesse sentido é a junção de vários elementos como liberdade e autenticidade. O entrosamento é uma as chaves para superar eventuais frustrações. Atração, desejo e tesão são as condições básicas.

É necessário que ambos se preparem, se autoconheçam e estudem seus parceiros. A disposição é necessária, mas sem ambição de se atingir a realização sexual plena logo no primeiro momento, pois isso poderá gerar frustração. Uma recomendação é não tentar fazer as coisas de forma programada. O ato sexual deve fluir.

Uma comunicação sincera, constante, afetiva e efetiva é necessária para que o casal encontre como viver uma situação sexual conjugando os momentos de desejo de ambos.

Carece-se de pesquisas e estudos que objetivem apreender como vêm sendo “construídas” a prática e as significações sobre a sexualidade. Uma das formas de se investir na prevenção de saúde sexual, é observar os relacionamentos cotidianos que levam os jovens a formarem uma visão positiva ou negativa da sexualidade. Essa concepção, por conseguinte, influência na formação de uma base das significações e das vivências pessoais, no campo da afetividade e da sexualidade.

Se desejar trilhar o caminho de um maior diálogo sobre sexo com seu parceiro, inicie refletindo sobre as seguintes questões:

Descreva e justifique o parceiro sexual ideal:

Descreva os meios que você usa para seduzir seu parceiro e os meios que ele usa para seduzir você:

Quais são os pontos de divergência entre você e seu parceiro sexual?

Em que você se parece com seus pais?

 

Fontes:

Ser Feliz Não Dói. Por Edson Félix Bueno

Amor, sexo, cumplicidade e outros prazeres a dois: uma cidade, dois mistérios – Por Mark Driscoll, Grace Driscoll

Educação Sexual: em busca de mudanças. Mary Neide Damico Figueiró (Org.) Disponível em:

http://www.maryneidefigueiro.com.br/pdf/Educacao_Sexual_Em_Busca_de_Mudancas.pdf#page=74

 

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