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Crianças precisam de famílias estáveis e seguras para crescer. E isso se faz por meio de uma relação de amor e carinho, seja por um casal de homens, mulheres, ou um homem e uma mulher. Entretanto, para os casais homossexuais terem os seus filhos, é necessário um longo processo de cartório, entrevistas e decisões judiciais, que se não forem enfrentadas com entusiasmo e objetivo, podem ser perdidas.

Alguns estudos demonstram como essa relação também pode trazer benefícios para as crianças. Publicado no American Journal of Orthopsychiatry, em 2007, uma análise com 46 adultos filhos de pais gays mostrou que 28% desses filhos sentem-se mais tolerantes ao passar por distintas situações da vida. Ou seja, eles não foram criados com os estereótipos básicos “você não pode fazer isso, isso é coisa de menino”, “isso é coisa de menina”, o que faz com essas crianças cresçam com uma cabeça livre de preconceitos e conceitos já estabelecidos pela sociedade num geral.

Além disso, o Instituto de Adoção Evan B. Donaldson (EUA), em 2011, descobriu que 60% dos pais gays adotavam crianças de diferentes raças das suas, 25% tinham mais de três anos e metade das crianças tinham necessidades especiais. O que é de grande importância, pois, são essas distinções que fazem com que essas crianças permaneçam por mais tempo em orfanatos.

E diferente do que se imagina, as crianças são as menos prejudicadas nessa relação. Os casais homossexuais, mais do que um casal tradicional, para serem pais, precisam escolher serem pais. E quando decidem, precisam levar esse desejo até o fim. Passando por obstáculos, críticas e preconceitos.  Tornando-os mais fortes para aguentar tudo e dessa forma, construindo um amor ainda maior pelos futuros filhos.

Lei

Desde 2009, quando o Conselho Nacional de Justiça mudou o padrão da certidão de nascimento tradicional “pai e mãe” para o termo “filiação”, o caminho para o registro de crianças por casais do mesmo sexo começou a se abrir.

Até em 2011 com o reconhecimento das uniões homoafetivas como entidades familiares pelo STF e a obrigatoriedade de todos os cartórios realizarem o casamento civil homoafetivo, regulamentado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) em maio deste ano, o caminho para a adoção regulamentada por lei se abriu.

A lei brasileira não trata da adoção por casais do mesmo sexo em específico, ou seja, a lei que se aplica aos casais heterossexuais é a mesma que vigora para os casais gays. E não poderia ser diferente, afinal, o princípio da igualdade assegura que todos somos iguais perante a lei. Entretanto, deve-se, a partir disso, apenas assegurar que essa lei seja aplicada para todos.

Fonte:
http://bit.ly/1kalpO7
http://bit.ly/1dk2a71

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